À frente da Elyx Vertiportos como diretor financeiro, Pedro Longuini tem se dedicado a um dos desafios mais concretos da mobilidade aérea urbana: viabilizar a infraestrutura de solo necessária para operar os eVTOLs nas cidades brasileiras.
Criado há cinco anos por Gustavo Ribeiro, a Expo eVTOL, que acontece simultaneamente ao MundoGEO Connect, DroneShow Robotics e SpaceBR Show, reúne os principais atores do ecossistema de mobilidade aérea avançada (empresas privadas, poder público e pesquisadores) em um mesmo espaço para debater, trocar ideias e avançar na construção desse mercado.
Para Ribeiro, o evento cumpre um papel essencial: conectar atores que muitas vezes estão isolados uns dos outros. Nesta edição, destacou a importância de ter Pedro na programação não só para falar do negócio, mas para trazer os impactos concretos que a infraestrutura de vertiportos tem nas cidades. A palestra gerou muita conversa e troca com o público.
O evento reuniu representantes do setor público e privado. Edson Guedes, Secretário de Mobilidade de Jacareí, primeira cidade brasileira a incorporar a mobilidade aérea ao seu Plano Municipal de Mobilidade, esteve presente e participou das discussões.
Também acompanharam o evento Júlio Nakano e Flávio Kuwajima, respectivamente CEO da Elyx Vertiportos e diretor da Infra7, ambas parte do grupo IGE2A, holding de infraestrutura, mobilidade e energia.
Em entrevista por vídeo, Pedro Longuini resume os principais pontos abordados:
Regulação: ainda há lacunas entre os entes federais e municipais, e indefinições em questões ambientais que precisam ser resolvidas para garantir segurança jurídica ao desenvolvimento da infraestrutura.
Requisitos técnicos: assim como os heliportos são essenciais à operação dos helicópteros, os vertiportos serão a espinha dorsal do transporte aéreo urbano com eVTOLs. Sua implantação exige avaliação criteriosa de área disponível, capacidade de fornecimento de energia elétrica e integração com o entorno urbano.
Governança: a implantação dos vertiportos depende de participação coordenada entre agentes públicos e privados, e deve ser tratada como parte da política de mobilidade urbana, uma nova camada sobre os modais já existentes nas cidades.
A Elyx também avança na frente tecnológica, com um projeto de pesquisa aplicada para estudar tecnologias de bateria, recarga, resfriamento, segurança contra incêndio, ruído e vibração: variáveis críticas para que os vertiportos operem de forma segura e harmônica nos centros urbanos.
Assista às entrevistas com Pedro Longuini e Gustavo Ribeiro:


