A construção de vertiportos, que devem começar a operar no Brasil a partir de 2027, exige a articulação de diferentes frentes. É necessário um planejamento integrado, capaz de articular infraestrutura física, sistemas de energia, soluções digitais e a interface com o passageiro, tudo de forma segura, eficiente e adaptada ao ambiente urbano.
Destinados às Aeronaves Elétricas de Decolagem e Pouso Vertical (eVTOLs na sigla em inglês), os vertiportos devem começar a operar nas grandes cidades brasileiras a partir de 2027. No Brasil, a elyx vertiport, empresa do grupo IGE2A, holding de infraestrutura, mobilidade e energia, está à frente do planejamento, construção e operação de vertiportos.
Para a Elyx, o planejamento integrado é decisivo para garantir segurança, eficiência operacional e uma boa experiência para o usuário.
A empresa apresenta aqui os principais elementos de infraestrutura envolvidos.
Essas áreas incluem pontos de pouso e decolagem, zonas de segurança e posições de estacionamento onde ocorrem o embarque, o desembarque e o carregamento das baterias. O desenho do layout é estratégico, pois trajetos mais diretos reduzem manobras complexas, aumentam a segurança e tornam a operação mais rápida.
Os vertiportos também podem assumir diferentes escalas. Há desde estruturas mais simples, com uma única área de pouso, até grandes hubs urbanos, capazes de concentrar várias operações simultâneas, oferecer manutenção e se conectar a outros modais de transporte.
Infraestrutura de energia e carregamento
A infraestrutura de energia é um dos elementos centrais para a viabilidade operacional dos vertiportos. Esses espaços precisam estar preparados para atender às demandas elétricas das aeronaves eVTOL, conciliando potência, segurança e eficiência.
Os vertiportos precisam contar com carregadores rápidos, capazes de reduzir o tempo de espera entre um voo e outro, além de soluções que ajudem a equilibrar o consumo de energia ao longo do dia. Sistemas de armazenamento, como baterias estacionárias, devem lidar com picos de demanda e garantir maior confiabilidade no fornecimento.
Outro ponto importante é o controle da temperatura das baterias durante o carregamento, já que o processo gera calor e precisa ser monitorado para evitar riscos e preservar a vida útil dos equipamentos.
Os vertiportos também utilizam unidades de energia em solo, conhecidas como GPU (Ground Power Unit). Esses sistemas fornecem eletricidade para os equipamentos de bordo enquanto a aeronave está parada, permitindo que painéis e sistemas eletrônicos funcionem sem consumir a bateria principal, o que contribui para maior eficiência operacional.
Digitalização e automação
A operação eficiente dos vertiportos depende da tecnologia digital. Conectividade estável, com redes de alta capacidade, permite a troca contínua de dados entre aeronaves, sistemas de controle e operadores em solo.
Sensores meteorológicos monitoram as condições locais, como vento e turbulência, informações essenciais para voos seguros em ambiente urbano. Já os sistemas de automação auxiliam na organização das operações, definindo, por exemplo, quais áreas estarão disponíveis para pouso ou estacionamento em cada momento.
Instalações de passageiros
O vertiporto deve funcionar como um pequeno terminal. É ali que acontecem etapas como check-in, controle de segurança e espera pelo embarque. Por isso, conforto, clareza das informações e acessibilidade são aspectos centrais do projeto.
A integração com outros meios de transporte também é fundamental para resolver o chamado “último trecho” da viagem, conectando o transporte aéreo ao deslocamento cotidiano nas cidades.
Foto capa: Kinwun/iStock


