Elyx Vertiportos

Elyx participa da 1ª Reunião do Grupo de Trabalho Intersecretarial de eVTOLs na Prefeitura de São Paulo

A Elyx Vertiportos participou, em 7 de julho, da primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersecretarial (GTI) de eVTOLs, instituído pela Prefeitura de São Paulo por meio da Portaria SGM nº 181/2025. O encontro, realizado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, reuniu entre por volta de 90 participantes (técnicos municipais, secretários, executivos do setor privado e representantes do governo federal) para discutir a infraestrutura, a regulação e o ambiente de negócios necessários à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) na cidade.

 

O GTI é coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), sob comando do secretário Rodrigo Goulart, e conta com a articulação da SP Negócios, agência responsável por conectar iniciativas privadas à administração municipal. O grupo tem caráter técnico e reúne diferentes secretarias da Prefeitura, além de empresas ligadas à cadeia de Mobilidade Aérea Avançada (AAM).

 

A programação foi dividida em quatro blocos: abertura institucional, infraestrutura e regulamentação, tecnologia e espaço aéreo, e encerramento. Na abertura, representantes da SMDET e da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) apresentaram o panorama regulatório em duas escalas: a federal, com o Plano Aeroviário Nacional (PAN 2022-2052) e o FNAC, e a municipal, com o Plano Diretor Estratégico (PDE), o licenciamento e o programa Sampa Sandbox.

 

No bloco dedicado a infraestrutura e regulamentação, o CFO da Elyx Vertiportos, Pedro Longuini, apresentou os requisitos para a requalificação de infraestruturas existentes voltadas à operação de eVTOLs, abordando custos de adaptação, exigências de área, localizações prioritárias e benchmarks de design de vertiportos. O tema dialogou com as apresentações seguintes: a da ANAC, sobre a sandbox regulatória e o cronograma de homologação de vertiportos à luz do RBAC 155, e a da Hitachi Energy, sobre o gargalo energético associado à demanda de potência das operações.

 

O terceiro bloco, sobre tecnologia e espaço aéreo, reuniu a EVE Air Mobility, que tratou do estágio de maturidade da aeronave e do cronograma de certificação, o DECEA, que apresentou a arquitetura do espaço aéreo de baixa altitude, e a GOL, que discutiu a transição de um operador tradicional para o modal eVTOL.

 

A expectativa da Prefeitura é que o arcabouço regulatório desenvolvido em São Paulo, primeira cidade brasileira a estruturar esse processo de forma coordenada entre múltiplas secretarias, sirva de referência para outros municípios. Os próximos passos do GTI incluem a organização de um cronograma de novas reuniões, com o objetivo de debater e propor diretrizes técnicas para a legislação do modal de Mobilidade Aérea Avançada no município.

 

Para a Elyx, o desafio não é apenas adaptar a infraestrutura existente, é antecipar qual modelo de vertiporto vai se tornar referência regulatória no Brasil. É essa discussão que a Elyx segue puxando dentro do GTI e que deve pautar o setor nos próximos meses.